terça-feira, 20 de maio de 2008

Pesquisa epidemiológica sobre obesidade.

Sábado, 1 de Dezembro de 2007

Epidemiologia da obesidade
A epidemiologia da obesidade estuda a frequência e distribuição desta doença nas diversas populações, bem como os possíveis factores que determinam o seu aparecimento ou desenvolvimento.A obesidade é uma realidade que atinge todos os estratos etários da população, daí a ser considerada um dos maiores problemas de Saúde Pública. Naturalmente que existem, também relativamente a este aspecto, algumas opiniões diferentes. Alguns autores, por exemplo, defendem que a obesidade é particularmente mais grave em crianças e adolescentes porque apresentam o risco de se tornarem também adultos obesos. É assim considerado um dos transtornos nutricionais mais frequentes nas crianças e adolescentes e a sua prevalência, nestes escalões etários, tem vindo a aumentar gradualmente nos países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento. Mas relativamente a este ponto, teremos oportunidade de, mais à frente, desenvolvê-lo e perceber melhor o impacto e as repercussões que a obesidade tem na adolescência.O interesse em reconhecer dados epidemiológicos está em estabelecer graus de risco, que permitam programar linhas de actuação específicas para um determinado grupo. Neste sentido, é conhecido que existe uma correlação clara entre a gravidade da obesidade e a frequência de desenvolvimento de complicações, que é máxima quando o índice de massa corporal ultrapassa valores de 40kg/m2.De acordo com dados recolhidos na obra de Ogden, J. (2001), as taxas de obesidade estão a aumentar no Reino Unido. Se ela for definida como um IMC maior do que 30, os dados mostram que, em 1980, 6% dos homens e 8% das mulheres eram obesos, o que aumentou para 13% e 16% em 1994; prediz-se que em 2005 estes números terão aumentado para 18% e 24%, respectivamente (Department of Health, 1995). Estimativas dos EUA sugerem que 24% dos homens e 27% das mulheres são, no mínimo, ligeiramente obesos (Kuczmarski, 1992) e que as mulheres se têm tornado especialmente pesadas nos últimos anos (Flegal et al., 1988). No mundo, as taxas de obesidade mais altas são encontradas na Tunísia, EUA, Arábia Saudita e Canadá, e as mais baixas na China, Mali, Japão, Suécia e Brasil; o Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia estão colocados numa posição intermédia. Na Europa, as taxas mais altas são na Lituânia, Malta, Rússia e Sérvia, e as mais baixas na Suécia, Irlanda, Dinamarca e Reino Unido. No seu conjunto, os povos da Europa do Norte e Oeste são mais magros dos que os do Leste e Sul e as mulheres têm mais probabilidade de obesidade do que os homens.

Pesquisa epidemiológica sobre obesidade.

Sábado, 1 de Dezembro de 2007

Epidemiologia da obesidade
A epidemiologia da obesidade estuda a frequência e distribuição desta doença nas diversas populações, bem como os possíveis factores que determinam o seu aparecimento ou desenvolvimento.A obesidade é uma realidade que atinge todos os estratos etários da população, daí a ser considerada um dos maiores problemas de Saúde Pública. Naturalmente que existem, também relativamente a este aspecto, algumas opiniões diferentes. Alguns autores, por exemplo, defendem que a obesidade é particularmente mais grave em crianças e adolescentes porque apresentam o risco de se tornarem também adultos obesos. É assim considerado um dos transtornos nutricionais mais frequentes nas crianças e adolescentes e a sua prevalência, nestes escalões etários, tem vindo a aumentar gradualmente nos países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento. Mas relativamente a este ponto, teremos oportunidade de, mais à frente, desenvolvê-lo e perceber melhor o impacto e as repercussões que a obesidade tem na adolescência.O interesse em reconhecer dados epidemiológicos está em estabelecer graus de risco, que permitam programar linhas de actuação específicas para um determinado grupo. Neste sentido, é conhecido que existe uma correlação clara entre a gravidade da obesidade e a frequência de desenvolvimento de complicações, que é máxima quando o índice de massa corporal ultrapassa valores de 40kg/m2.De acordo com dados recolhidos na obra de Ogden, J. (2001), as taxas de obesidade estão a aumentar no Reino Unido. Se ela for definida como um IMC maior do que 30, os dados mostram que, em 1980, 6% dos homens e 8% das mulheres eram obesos, o que aumentou para 13% e 16% em 1994; prediz-se que em 2005 estes números terão aumentado para 18% e 24%, respectivamente (Department of Health, 1995). Estimativas dos EUA sugerem que 24% dos homens e 27% das mulheres são, no mínimo, ligeiramente obesos (Kuczmarski, 1992) e que as mulheres se têm tornado especialmente pesadas nos últimos anos (Flegal et al., 1988). No mundo, as taxas de obesidade mais altas são encontradas na Tunísia, EUA, Arábia Saudita e Canadá, e as mais baixas na China, Mali, Japão, Suécia e Brasil; o Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia estão colocados numa posição intermédia. Na Europa, as taxas mais altas são na Lituânia, Malta, Rússia e Sérvia, e as mais baixas na Suécia, Irlanda, Dinamarca e Reino Unido. No seu conjunto, os povos da Europa do Norte e Oeste são mais magros dos que os do Leste e Sul e as mulheres têm mais probabilidade de obesidade do que os homens.

Resultado da pesquisa do Lilacs.

Id:
481835
Autor:
Quadros, Magda Rosa Ramos; Bruscato, Giovanna Teresa; Branco Filho, Alcides José.
Título:
Compulsão alimentar em pacientes no pré-operatório de cirurgia bariátrica / Binge-eating in pre-operative patients after bariatric surgery
Fonte:
Psicol. argum;24(45):59-65, abr.-jun. 2006. ilus, graf.
Idioma:
Pt.
Resumo:
Com o objetivo de verificar a prevalência de compulsão alimentar em obesos mórbidos durante o período pré-operatório de cirurgia bariátrica, aplicou-se o questionário de escala de compulsão alimentar periódica, em 30 pacientes atendidos no ambulatório de cirurgia bariátrica da santa casa de misericórdia da PUCPR, no período de abril e maio de 2005. Do total de pacientes, 26 eram do sexo feminino e 4 do sexo masculino. Verificou-se que 53,2 porcento dos entrevistados apresentaram compulsão alimentar moderada ou grave, sendo que 25 porcento dos pacientes com obesidade mórbida apresentaram compulsão alimentar grave. O IMC médio dos pacientes foi de 51,26 kg/m, sendo de 38,4 e de 50,44 kg/m, para pacientes com obesidade moderada e grave, respectivamente. Quando aplicado o teste qui-quadrado, não foi encontrada correlação significativa entre IMC e grau de compulsão alimentar (p>0,05). Com este estudo, conclui-se que os pacientes obesos mórbidos apresentam maiores índices de compulsão alimentar do que pacientes obesos, mas nada teve a ver o grau de compulsão com o IMC. O acompanhamento psicológico é de suma importância para a boa evolução do paciente, bem como o acompanhamento nutricional. Estudos futuros serão necessários para melhor compreensão, do quadro do paciente, sendo objetivo, para um próximo trabalho, a re-avaliação deles quando estes estiverem com 6 meses ou mais de pós-operatório para verificar a evolução do quadro.(AU)
Descritores:
Obesidade Mórbida
-CirurgiaAlimentação
Responsável:
BR85.1 - Serviço de Biblioteca e Documentação

Pesquisa na Anvisa.

Brasília, 14 de janeiro de 2005 - 10hDesnutrição na infância pode provocar obesidadeEstudos mostram que a doença aumenta cada vez mais entre as populações de menor renda. Distúrbios orgânicos e má alimentação são alguns dos fatores responsáveis
O desnutrido de hoje poderá ser o obeso de amanhã. É o que dizem especialistas. Eles garantem que obesidade não é só doença de rico. Famílias de baixo poder aquisitivo estão expostas ao problema, que também é de natureza social e pode ter relação com a desnutrição na infância. De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no período de julho de 2002 a junho de 2003, com o apoio do Ministério da Saúde, em adultos acima dos 20 anos, 38,6 milhões de brasileiros estão acima do peso. Desses, 10 milhões são obesos.

Para a coordenadora da Política Nacional de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Maria de Fátima Carvalho, o estudo é muito importante e não pode ser interpretado equivocadamente. “A pesquisa publicou dados sobre a população adulta. Esses dados trazem tendências de médias nacionais que podem encobrir diferenças importantes de gênero, raça e estado fisiológico. Essas tendências precisam ser investigadas”, afirma Maria de Fátima.A coordenadora destaca estatísticas do estudo que mostram que as mulheres mais pobres, em idade fértil, têm maior prevalência de desnutrição e, portanto, podem gerar crianças de baixo peso, com maior risco de morrer no primeiro ano de vida. Segundo ela, esse quadro indica que a desnutrição continua a ser problema no Brasil. Junto a isso, informações de pesquisas anteriores ainda revelam prevalência alta de desnutrição crônica em crianças menores de cinco anos, resultado de exposições freqüentes à fome e às doenças infantis desde o nascimento. A diminuição da desnutrição na idade adulta e o aumento do número de obesos é uma tendência no Brasil desde meados da década de 80 e caracteriza o que os especialistas chamam de transição nutricional. “Isso é conseqüência do aumento da expectativa de vida, associado às mudanças nos padrões tecnológicos, culturais e sociais e no estilo de vida, mas não significa que o País resolveu o problema da fome”, ressalta Maria de Fátima. “Em um domicílio onde moram obesos podem existir crianças desnutridas. É necessário acabar com a concepção de que o problema da obesidade é da classe rica. Hoje ela é um problema de todas as classes sociais”, reforça. Na opinião de Maria de Fátima, a coexistência entre obesidade e insegurança alimentar e nutricional em uma mesma família desperta perguntas sobre a associação entre fome e excesso de peso. “Como explicar que indivíduos que não possuem dinheiro necessário para a alimentação podem apresentar excesso de peso?”, questiona a coordenadora. Maria de Fátima lembra que em outros países estudos demonstraram essa relação e apontaram que entre as mulheres altas taxas de obesidade associam-se à desnutrição, à pobreza e ao baixo nível de escolaridade. “No Brasil ainda não temos estudos que expliquem com clareza esse paradoxo. Precisamos desses estudos para compreender essa situação e assegurar intervenções governamentais que incluam a prevenção e o declínio da obesidade”. A opinião de Maria de Fátima é compartilhada pelo coordenador do Comitê Permanente de Nutrição das Organizações das Nações Unidas (ONU) no Brasil, Flavio Valente. “Não podemos tratar a obesidade como um problema individual e sim como uma questão de preocupação pública”, afirma.
Valente também encara a pesquisa do IBGE como um alerta às conseqüências da fome. “A pesquisa não trouxe novidades positivas como muitos alardearam. Hoje, cerca de 40% das mulheres em idade fértil sofrem de anemia” explica. Flávio Valente lembra que o combate à desnutrição infantil começa desde que a criança está na barriga da mãe. Por isso, as mulheres necessitam de atenção especial. Estudos científicos demonstram que a criança que sofre de desnutrição, desde o ventre até os dois anos, têm o seu metabolismo afetado. Essa disfunção faz com que no futuro essa criança tenha tendência a desenvolver a obesidade.

Pesquisa no Pub Med.

MRC Epidemiology Unit, Instituto de Ciências metabólicas, Addenbrooke's Hospital, Box 285, Hills Road, Cambridge, CB2 0QQ, Reino Unido. AIMS / hipótese: A atividade física é importante na prevenção da resistência à insulina, mas não é clara a dimensão da actividade, que confere esse benefício. Analisámos a associação de nível global ea intensidade da actividade física em jejum nível de insulina, um marcador de resistência à insulina. MÉTODOS: Esta foi uma transversal de análise do Conselho de Investigação Médica Ely coorte estudo de base populacional (2000-2002). A actividade física gasto energético (PAEE), em kJ kg (-1) min (-1) foi medido pela freqüência cardíaca com acompanhamento individual de calibração durante um período de 4 dias. A percentagem do tempo gasto acima de 1,5, 1,75 e 2 vezes descansando cardíaca (RHR) representados todos os luz-a-vigorosa, moderada a vigorosa e enérgica atividade, respectivamente. RESULTADOS: Os dados de um total de 643 indivíduos não-diabéticos (319 homens, 324 mulheres) com idades de 50 a 75 anos foram analisadas. Na análise multivariada de regressão linear, ajuste por idade, sexo e percentual de gordura corporal, PAEE foi significativamente associada com insulina jejum (pmol / l) (beta = -0,875, p = 0,006). Tempo (% do total) x 1,75 gasto acima RHR e também de tempo gasto acima 2 x RHR ambos foram significativamente associados com jejum de insulina (beta = -0,0109, p = 0,007 e beta = -0,0365, p = 0,001, respectivamente), após o ajuste para PAEE, idade, sexo e percentual de gordura corporal. O tempo gasto acima de 1,5 x RHR não foi significativamente associada com insulina em jejum de um modelo semelhante (beta = -0,0026, p = 0,137). CONCLUSÕES / INTERPRETAÇÃO: A associação entre PAEE jejum e nível de insulina, um marcador de resistência à insulina, pode ser atribuível ao tempo despendido em moderada a vigorosa e enérgica actividade, mas não a tempo gasto em função de intensidade da actividade física.

Primeira pesquisa do Decs.

Descritor Inglês:

Obesity
Descritor Espanhol:

Obesidad
Descritor Português:

Obesidade
Categoria:

C18.654.726.500C23.888.144.699.500E01.370.600.115.100.160.120.699.500G07.290.100.160.120.699.500G07.574.249.314.120.699.500SP6.016.047
Definição Português:

Estado no qual o PESO CORPORAL está grosseiramente acima do peso aceitável ou ideal, geralmente devido a acúmulo excessivo de GORDURAS no corpo. Os padrões podem variar com a idade, sexo, fatores genéticos ou culturais. Em relação ao ÍNDICE DE MASSA CORPORAL, um IMC maior que 30,0 kg/m2 é considerado obeso e um IMC acima de 40,0 kg/m2 é considerado morbidamente obeso (OBESIDADE MÓRBIDA).